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Carnaval 2020: escola de samba tradicional da antiga Favela, hoje bairro Santa Rita, contará a história do povo Tucuju

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Para dar vida ao enredo “Solos Férteis de Imensos Tesouros que Brilham como Fogo no Extremo Norte do Brasil”, o Grêmio Recreativo Maracatu da Favela trabalha em ritmo de “últimos dias para o desfile”, e uma equipe de profissionais se desdobra para que as alas, alegorias, pontos técnicos e destaques estejam prontos para o grande desfile. No barracão da Cidade do Samba, o carnavalesco Sandro Macapá está à frente da confecção das alegorias, que irão sustentar a argumentação do enredo. Soldadores, estilistas, aderecistas, designer, coladores, aos poucos materializam o sonho do carnaval da verde e rosa.

A escola tradicional da antiga Favela, hoje bairro Santa Rita, fará um desfile que contará a história do povo Tucuju e os fatores que influenciaram em sua formação, da natureza às religiões, enaltecendo as riquezas minerais e o raro beija-flor brilho-de-fogo, que escolheu o Amapá como ninho e lar. Sem esquecer a própria história, Maracatu mexerá com o coração dos apaixonados pela verde e rosa e entrará na avenida emocionando e chamando a comunidade para cantar junto depois de quatro anos sem desfile.

 

O enredo permanece o escolhido para 2016, mas o samba ganhou uma nova versão, de autoria do carioca Fadico da Tijuca e Ralfe Ribeiro, que se dedicaram às pesquisas para desenvolver com maestria a obra. O carnavalesco Francisco Chagas, falecido em 2015, é lembrado com carinho merecido e ganhou uma homenagem especial no samba, em mais uma passagem saudosa do enredo. O samba será levado por uma equipe de seis intérpretes, sendo que o oficial é o “Carioquinha”, amapaense que se profissionalizou no Rio de Janeiro e voltou para Macapá para cantar o samba de empolgação e assumir a função na Maracatu.

 

A preparação para o desfile da Maracatu da Favela é cuidadosa e com sigilo comedido, tornando a escola uma atração desde esta fase de preparação do desfile. Sandro Macapá dá as coordenadas para profissionais de alto padrão, como o estilista Sydmar Morais, o Syd, que forma o corpo técnico da escola. Mão de obra especializada, Syd se dedica ao carnaval desde 1996, e nos anos sem desfile em Macapá, ele desempenhou sua atividade no Rio de Janeiro, na Escola de Samba Vila Isabel, aumentando mais seu capital profissional.

 

Com Syd trabalham ainda Alex Albanez, que se divide entre a arte de montar adereços e o trabalho de vigilante; e  profissionais com experiência em Parintins, formando uma importante ala da escola, que se completa com 20 pessoas somente no barracão da Cidade do Samba, e mais 30 que trabalham no ateliê de fantasias. A busca por primor no desfile levou Maracatu a prestigiar as pratas da casa, mas investiu também em passes de profissionais do carnaval que são de outras agremiações, mostrando que o desfile das escolas de samba no Amapá se elevou ao nível profissional que permite a independência e a liberdade de escolha.

 

Dois exemplos são Cláudio Rogério e Pedro Ivo Gutto, respectivamente diretor de arte e produtor musical, que vieram da Universidade Boêmios do Laguinho, onde deram uma enorme contribuição profissional para grandes desfiles. Eles fazem parte da folha de pagamento da Maracatu, que conta ainda com cinco músicos, seis intérpretes, um coreógrafo, um diretor musical, um carnavalesco, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira e três auxiliares de bateria.

 

Toda esta equipe indicada por seus talentos e experiências estão no barracão, ateliê e ensaios, para deixar tudo afinado para o segundo dia de desfile, 22 de fevereiro, quando a verde e rosa entrará com aproximadamente 1 mil brincantes, distribuídos em dez alas, mais as alas coreografadas, das baianas, bateria, de passistas e velha guarda. A Bateria Surfista, sob o comando do mestre Mistura Fina, vem com 180 ritmistas e traz como rainha a sambista da Favela Nalva Alencar.

 

A escola entrará com três alegorias e dois tripés. O show de elegância e harmonia estão na responsabilidade do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Adriano Almeida e Lika da Favela, e pelo segundo casal, Kaio Vagalume e Flavinha.

 

Grêmio Recreativo Maracatu da Favela

Fundação: 15 de dezembro de 1957

Presidente: Geléia

Vice-presidente: Volney Oliveira

Título de campeã: 9

Título de vice-campeã: 5

 

Investimento

 

A realização do desfile é da Prefeitura de Macapá, Liesap e iniciativa privada, com apoio do senador Davi Alcolumbre. O evento conta também com recurso de emenda parlamentar do deputado federal Vinícius Gurgel. A festa conta ainda com apoio do Governo do Estado.

 

Secretaria de Comunicação de Macapá

 

Fotos Max Renê e Henrique Silveira

 

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