Guarda-parques relatam importância da profissão para monitoramento e conservação do Bioparque da Amazônia

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Recém-reaberto pela Prefeitura de Macapá, sob administração do prefeito Clécio Luís, o Bioparque da Amazônia conta, além da fauna e flora, com atrações diversas, como trilhas, meliponário, redário, parque infantil, orquidário, entre outras opções de lazer. É um espaço para levar a família, amigos, sentir-se mais próximo da natureza e parte dela também.

Dentre visitantes e servidores, os que estão mais próximos disso são os guarda-parques. A principal função deles é a proteção da natureza (combatendo incêndios, por exemplo). Também atendem ao público, contam histórias, fazem trilhas e ajudam os visitantes a se conectarem com a natureza.

 

Os guarda-parques também precisam ter habilidades, atributos e qualificações como fazer canoas, construir casas, atendimento de primeiros socorros, manutenção de trilhas e acervos, arvorismo, pilotagem, entre outras ações. É um trabalho que exige conhecimento tanto em usar instrumentos feitos pelo homem quanto recursos naturais, principalmente estes.

 

“São pessoas que estão dentro dos parques e unidades de conservação e têm o papel de conciliar o ser humano à natureza. Qualquer parque ou reserva que você vá hoje encontrará um guarda-parque. Ele pode até não estar naquela função, mas estará ali como um recepcionista, um guia, piloto de voadeira, chefe da unidade”, contou Nerivan da Conceição, guarda-parque do Bioparque da Amazônia.

 

“Somos nove guardas aqui. Fazemos a recepção dos visitantes e turistas, monitoramento da área e canoagem, por exemplo. Também acompanhamos eles nas trilhas para mostrar o histórico e formação dos caminhos, e procedência do material existente aqui”, declarou Nerivan, que fala com orgulho do seu trabalho realizado no parque.

 

Richard Pinheiro, guarda-parque desde 1998, revelou que seu objetivo era ser piloto de avião, mas encontrou um “lar” na profissão de guarda-parque. “Eu disse a mim mesmo ‘Aqui é meu lugar, aqui que eu tenho que ficar’. Meu plano agora é ficar aqui, me aposentar e no outro dia já voltar como voluntário”, disse.

 

“Como eu sempre estou em contato com a natureza, morar na cidade, para mim, seria loucura. A cidade não é a realidade, é uma loucura. A natureza é o lugar que Deus concedeu ao homem para morar, porém, com equilíbrio. Tudo o que o ser humano fizer tem que ser bem pensado se irá fazer bem ou mal para a natureza, porque quando fazemos mal a ela estamos fazendo a nós mesmos. Isso tem consequências graves mais tarde”, declarou Richard.

 

Bruno Monteiro

Assessor de comunicação/PMM

 

Fotos: Gabriel Flores