Macapá reduz em 38% número de fumantes passivos no ambiente familiar

Escrito por Jamile Moreira Ligado . Publicado em Noticias


Os moradores da capital da Amapá estão cada vez fumando menos em casa e expondo os familiares aos riscos do tabagismo passivo. Foi o que apontou a última edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Em oito anos, o índice registrou queda de 38,8% do número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 13,4% no ano de 2009 para 8,2% no ano passado. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal, e contou com 53.210 entrevistas.

A coordenadora municipal do Programa de Tabagismo, Tatiana Vidal, comemora a redução, já que, desde 2015, a Prefeitura de Macapá tem intensificado e ampliado o tratamento do tabagismo, que, atualmente, acontece em doze Unidades Básicas de Saúde (UBS’S). “Desenvolvemos um trabalho de forma a fazer com que os usuários sejam resilientes, devido à necessidade que eles têm em conhecer as doenças e aprender a lhe dar com elas, assim como seus familiares. Porque sozinhos a eficácia é pouca. É um trabalho árduo, mas que tem nos dado muitos resultados positivos”.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. Em Macapá, a queda foi de 53,9%, diminuindo de 19,1%, em 2006, para 8,8%, no ano passado. Desde que o tratamento passou a ser oferecido pela prefeitura, 800 pessoas já passaram pelo processo, que tem duração de um ano com acompanhamento de equipe multidisciplinar e fornecimento de medicamento gratuito.

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool. (Fonte: Agência Saúde)

 

Jamile Moreira

Assessora de comunicação/Semsa

 

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