Colônia de Férias das escolas municipais de Macapá encerra com lições de inclusão e integração

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Educação com inclusão. Esta foi a mensagem e a lição deixada pela IV Colônia de Férias de Macapá, promovida pela Prefeitura de Macapá, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que encerrou nesta quinta-feira, 30, com show infantil no Teatro das Bacabeiras. A banda Chocolate com Pipoca animou os pequenos, fez reviver a infância nos adultos, interagiu com o público e encerrou mais uma temporada do projeto, que tem por finalidade integrar. As mais de duas mil crianças saíram do teatro pedindo bis, e a equipe organizadora saiu com a missão de planejar as ações para o próximo ano, para novos e mais alunos.

“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, definiu o escritor Rubem Alves. No município de Macapá, projetos como a Colônia de Férias, Cantata Natalina, Festival de Dança, Japiim e tantos outros se propõem a dar asas aos alunos, como destaca uma das coordenadoras da Colônia de Férias, Gizelle Laís. “Foram três dias de alegria. Estamos felizes de ver nossas crianças felizes, de ter oportunizado a elas acesso à cultura, à arte, ao lazer, ao entretenimento, a conhecer a cidade. Elas tiveram oportunidade de conhecer novos espaços, de ter novas perspectivas de vida, além do muro da escola. Essa é a função da Secretaria Municipal de Educação, da Prefeitura de Macapá, dar novos acessos aos nossos alunos, dar asas para que possam voar e perceber que podem ir além”. 

  

Cada olhar de encantamento, cada sorriso, remete a satisfação do dever cumprido. Esse também é o sentimento dos mais de 600 funcionários envolvidos na execução do projeto, entre profissionais da Semed, acadêmicos, apoio, todos. Essa é a certeza também da professora Norma de Brito, da Escola Maria José dos Santos Ferreira, no Araxá. “A colônia é um momento de muita diversão, ver a alegria das nossas crianças é impagável. Nossa escola fica num bairro carente e este momento de lazer faz com que elas esqueçam um pouco da vida tão sofrida que levam. Para gente, não tem preço, é muito gratificante”. 

“Foi tudo muito legal, sempre tive vontade de vir, mas não podia porque ainda estava na quarta série. Agora estou na quinta e pude vir. Me diverti muito, adorei tudo. Acho que todas as crianças do quinto ano esperam o ano todo ansiosas pela colônia e poder participar dela é algo para levar para vida”, disse a aluna da Escola Maria Izabel, localizada no bairro Ipê, Katrine Steffani da Silva. 

Inclusão. Rafael Silva, sem dúvida, era uma das crianças mais contentes na colônia. Apesar de suas limitações, pois ele é cadeirante, o menino de 10 anos de idade curtiu cada minuto. Dançou, cantou, tomou banho de piscina, desceu o tobogã. Rafael contagiou a todos e a família dele, que acreditou no projeto e participou junto, disse que levará boas lembranças. “Ele interagiu com as outras crianças, aproveitou cada momento. Rafael é nosso orgulho, exemplo de superação e, para nossa família, ter presenciado a alegria dele e percebido o carinho e o cuidado que as pessoas têm por ele, foi gratificante”, contou Rafaela, irmã de Rafael.  

Chega ao fim a Colônia de Férias 2016, em 2017 tem mais, mas um projeto tão grandioso como este, que envolve milhares de pessoas, não acontece sozinho. “Nesses quatro anos de colônia mais de 10 mil crianças tiveram a oportunidade de brincar, dançar, pular, ir ao cinema, curtir parques aquáticos, assistir a espetáculos teatrais, tudo isso graças ao empenho de diversas instituições parceiras, a quem agradecemos: Semsa, Comel, Fumcult, CEU das Artes, Guarda Municipal, Macapatur, CTMac, Segov, Unifap, Corpo de Bombeiros, e tantas outras. Em nome das nossas crianças, agradecemos por tudo”, finalizou a subsecretária de Educação, Sandra Casimiro.